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Tristeza ou Depressão?

 

Nos dias chuvosos você sente mais melancolia? No domingo à noite ou segunda de manhã a angústia parece maior que nos outros dias?  Se uma música  ou um e-mail bonito falando da vida e do amor são capazes de fazer lágrimas caírem e ainda assim você não tem motivação para sair e fazer as atividades do dia com o empenho de antes, cuidado:   Você pode estar vivendo.

 Quem pensou que eu diria ser depressão ou tristeza precisa ter mais paciência com as vicissitudes normais da vida.

Há de se diferenciar uma da outra e até entender que sentir tudo isso e mais um pouco é normal e irá acontecer muitas vezes ao longo da vida, sem que possamos afirmar que a se trate de uma patologia. Existe uma tendência do ser humano em rotular as coisas, as pessoas e as situações. Temo por essa atitude, pois vejo nela o risco de tornar algo que seria efêmero em permanente.

Sem dúvida há patologias e estados de ânimo flutuantes muito preocupantes em certas pessoas. Elas choram mais que o necessário, adoecem com freqüência, sorriem pouco, se irritam com a rotina e suas armadilhas e também com a novidade e seus riscos. Apresentam desanimo crônico, mau-humor e outras manifestações psíquicas e físicas que precisam ser tratadas com medicação e terapia.

A tendência é ter saúde a qualquer preço é real. Buscamos isso na estética, na prevenção, na harmonia emocional, e estamos certos, pois estar bem faz bem. Mas há um exagero e certo desespero em não viver situações ruins. Estamos sempre alertas e buscamos evitar o temido estresse. Mas ele chega sempre, é inevitável, pois com as crises que crescemos e aprendemos a lidar com o novo. As crises podem ser boas ou não, mas levam ao crescimento quando não há estagnação no problema, que a isso sim  eu chamo de doença.

                   Por outro lado sentir tristeza é normal. Não fomos programados apenas para a satisfação. Nascemos com um aparato físico e mental que nos permite experimentar, seja lá o que for. A euforia é tão normal quanto a melancolia, desde que ambas em equilíbrio e consonância com os fatos vividos. Assim, ficar alegre com uma mensagem recebida no celular de alguém que gostamos ou receber um elogio no trabalho é normal tanto quanto se aborrecer por uma mancada do amigo ou perder a hora do ônibus. São fatos e atos do cotidiano e devemos estar preparados para ambos, sem confundir alegria com plena felicidade e tristeza com total depressão.

A mulher pela sua constituição e peculiaridade é mais propensa a alterações de humor e depressão. Nossos hormônios mudam de um dia para o outro trazendo conseqüências. Um choro mais fácil, dores, tristeza. Tudo passa como vem.

Assim caro leitor, ter a devida atenção aos momentos vividos, saber reconhecer aquilo que é efêmero e o que insiste em não ir embora, faz parte do processo de autoconhecimento e da nossa aprendizagem.

Elisa Moreno Joaquim.  

Psicóloga - Terapeuta Individual, Casais e Famílias.

Especialista pela PUC SP em Terapia Familiar.

Clínica: Rua 7 de setembro, 189 centro.

Fone: (14) 38151388 

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@elisamoreno_psicologa


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